The first time that I went to visit Power in Rio, I was amazed.
In six years of working in venture capital in Brazil, I had never seen a team like it.
Normally, engineers hire engineers, designers hire designers, business people hire business people, so you wind up with imbalanced, homogenous teams.
But Power was different.
Power had great engineers, designers, marketers, user interface experts, etc., and not only were they a well-balanced team, but every employee was at the top of his or her respective field.
Over the course of nearly two years, I had the pleasure of getting to know many of the Power team members and they became my friends.
And so, it was with a sense of happiness mixed with sadness that I greeted the publication of an article on Power last week in Revista Exame.
Happiness, in the sense that it appears that--after passing through an extremely difficult period--the company seems to be getting back on its feet--and sadness, in the sense that many people, including most of the ones that had so impressed me that first day in Rio, lost their jobs.
Was it the economy? Government rules and regulations? The board? The investors? The management team? The employees?
One of the original ideas behind Power was to distinguish the company by treating its employees better than the typical Brazilian company, enabling Power to aggregate talent in a way that would be impossible to replicate elsewhere.
As the company emerges from its troubles to reclaim its rightful title as a global industry leader, lets hope that this painful lesson is never forgotten.
Revista EXAME - Um recado recebido pelo Orkut mudou a vida do canadense Steve Vachani numa madrugada de maio de 2006. À primeira vista era apenas mais um convite para uma festa no Rio de Janeiro, onde ele morava havia três anos. Um detalhe, porém, chamou sua atenção: a marca "torperkut" no pé da mensagem e a indicação de que aquele mesmo convite havia sido enviado a centenas de usuários de uma só vez. Curioso para encontrar o dono da tecnologia, Vachani vasculhou o site de registro de domínios da internet até chegar ao engenheiro de software paulista Eric Santos, que morava em Salvador. Na semana seguinte os dois já acertavam os detalhes da formação de uma nova empresa, a Power.com, com a proposta de reunir num único lugar o acesso a várias redes sociais. Desde seu lançamento, em dezembro do ano passado, 6,5 milhões de pessoas se cadastraram na plataforma - brasileiros e indianos, principalmente. Trata-se de um universo equivalente a 9,5% dos usuários do Orkut em todo o mundo. Hoje, o site integra redes sociais como Orkut, LinkedIn, MySpace, Twitter e Hi5. Na prática, isso significa que um usuário pode enviar uma mensagem a seus contatos nas diferentes redes ou mudar a foto do perfil de todas de uma só vez - tudo isso acessando apenas uma tela em vez de entrar em cada site separadamente. "Queremos ser a primeira empresa de internet global com sede no Brasil", afirma Vachani. Aos 34 anos, Vachani não é um empreendedor novato no mundo da internet. Tampouco lembra o estereótipo de um aficionado de tecnologia, a começar pela formação acadêmica - que não tem nada a ver com computação. Filho de indianos e nascido no Canadá, ele se formou em ciência política e administração em Berkeley, na Califórnia. A proximidade com o ambiente efervescente do Vale do Silício durante a graduação o estimulou a empreender. Em 1996, criou o Freelotto, site de loteria pela internet do qual ainda é um dos donos e que tem entre os sócios o banco BNP Paribas. Dois anos mais tarde, fundou a Qool Media, empresa de marketing online, que não resistiu ao estouro da bolha da internet e faliu, em 2003. Logo em seguida, Vachani se mudou para o Brasil. O que era para ser um ano sabático resultou em sua companhia mais promissora. Em 2007, a Power.com recebeu 6,5 milhões de dólares do fundo de venture capital americano Draper Fisher Jurvetson, o mesmo que apostou nas então iniciantes Hotmail, em 1996, e Skype, em 2004. No ano passado, a proposta da Power.com incomodou o Facebook, maior rede social do planeta, que ameaçou iniciar uma briga judicial para impedir o uso de sua base de usuários. A polêmica repercutiu em reportagens publicadas pelo jornal The New York Times e pela revista Business Week. "O modelo desenvolvido pela Power.com para interconexão entre sites é a próxima tendência da internet", diz o americano Simon Olson, sócio-diretor da Fircapital, venture capital brasileira responsável por conduzir as negociações com o fundo americano Draper. Com o crescimento das redes sociais, especialistas preveem agora a proliferação de portais capazes de reunir o acesso ao conteúdo e os contatos desses vários sites num único lugar. O próximo passo, segundo Vachani, é expandir a conexão das redes sociais com outros tipos de site, como fóruns de discussão. Dessa forma, um usuário que entrar num portal de discussão, por exemplo, não precisará criar uma conta para se cadastrar - poderá simplesmente usar a senha de uma rede social e suas informações serão automaticamente reconhecidas. Por enquanto, o modelo de negócios prevê faturamento de publicidade online. "O faturamento ainda não é relevante", diz o empreendedor. Mas, nos próximos meses, Vachani quer tornar viável outra fonte de receitas: o licenciamento da mesma tecnologia usada para unificar dados de portais de relacionamento para que grandes empresas integrem suas próprias bases de dados de informações de clientes. A nova empresa ainda depende de diversos fatores para vingar - e o lançamento em meio à crise já atrasou seus planos de expansão. Investimentos adicionais secaram e o quadro de pessoal foi reduzido de 89 para 27 funcionários. O corte poupou profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologia. Parte da equipe trabalha em casa, no Rio de Janeiro - e os demais no escritório de 100 metros quadrados da Power.com, em Salvador. Mesmo assim, no início de abril, Vachani embarcou para os Estados Unidos para acertar a abertura de escritórios em Nova York e São Francisco. Nessas cidades ele já contratou cerca de dez profissionais, sobretudo para realizar vendas de anúncios. "Precisamos estar presentes nos principais mercados do mundo para captar recursos assim que o cenário melhorar", diz Vachani. Mesmo resolvendo o problema de escassez de recursos, a Power.com ainda terá pela frente o desafio de se impor entre empresas consolidadas no mercado. Google, Microsoft e Yahoo! também estão desenvolvendo mecanismos próprios de interconexão de sites. Vachani diz não temer ser esmagado pela reação de gigantes. "Não dá para impedir que os usuários tenham controle sobre suas próprias informações e queiram transferi-las para sites como o Power.com", afirma ele. O investidor Olson, da Fircapital, também tem seu palpite: "Ninguém imaginava que algo grande como o Skype pudesse ser criado por engenheiros num lugar como a Estônia. A queda das fronteiras geográficas permite que modelos inovadores apareçam quando e onde menos se espera." http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0941/tecnologia/bahia-todos-sites-449544.htmlA Bahia de todos os sites
